quinta-feira, 21 de outubro de 2010

LIMITE


O recente projeto de lei sancionado pelo presidente Lula e encaminhado ao senado, pretende alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente, proibindo qualquer forma de agressão física, ou seja, palmadas beliscões etc.
De início, me coloquei a favor, por acreditar que violência gera violência, apesar de já ter dado palmadas em meus filhos para lhes mostrar que haviam ultrapassado o limite. E foi aí que a palavra LIMITE tomou forma e peso em meus questionamentos.
Será que devemos permitir que o Estado decida como devemos educar nossos filhos? Não estou falando de pais que surram seus filhos, agridem até crianças recém-nascidas. Isso é crime e deve ser punido. Mas e o pai, ou mãe, que dá uma palmada em uma criança, está errado?
Até determinada idade a criança não compreende o diálogo, e o que lhes mostra o limite é a dor. Ao nascer, o nosso primeiro estímulo é a dor. Ou não é verdade que a criança toma uma palmada ao nascer? E neste caso é agressão? Ou a lei não será aplicada nas maternidades?
E a criança que perambula pelas ruas, faminta e maltratada, não está sendo agredida pelo Estado que deveria protegê-la?
São muitas as perguntas e talvez não encontremos respostas para todas. Mas, pensando sobre o assunto, cheguei a uma conclusão:
Não cabe ao Estado decidir sobre como devemos educar nossos filhos, mas a cada família encontrar sua própria forma de mostrar aos filhos que para tudo existe um limite, e este deve ser respeitado. E se a única forma de lhes ensinar isso for uma palmada, que seja dada, ou amanhã quando forem crianças ou adolescentes sem limites, talvez o próprio Estado, que hoje proíbe a palmada, lhes apliquem verdadeiras surras, e teremos que nos calar, porque permitimos a ele decidir como educá-los.

Cleonice Nogueira, módulo IVB

A PALMADA ENSINA O QUÊ?

          Bater em filhos é um método ultrapassado, ainda utilizado por pessoas que não têm instrução. Ter filhos é um desejo do ser humano. Sendo assim, deveriam refletir muito na vida, para realmente saberem se gostariam de tê-los.
          Será que a palmada é instrumento de educação e disciplina?Quem ensina batendo, ensina a bater. Pelo fato de a criança ser menor, ela acaba fazendo tudo o que o adulto faz e se ela leva palmada, é claro que também vai dar em alguém um dia, porque foi isso que aprendeu na sua infância.
          Vou além, todas as pessoas que pensam em ter filhos deveriam fazer uma espécie de formação para capacitarem-se a serem pais ou para verificarem se realmente querem esta enorme responsabilidade, que lhes consumirá longos anos de vida, ou até pra sempre.

Tatiane de Oliveira, modulo IV E

UM TAPINHA OU UMA PALMADA ÀS VEZES É NECESSÁRIO

          O projeto de lei proposto pela deputada federal Maria do Rosário pretende tirar o direito dos pais de dar tapinhas, palmadas e beliscões em seus filhos.
          Mas ao contrário do que ela pensa, umas palmadas tem sim que fazer parte do crescimento da criança ou do adolescente, porque se nós pais não educarmos e às vezes não dermos umas palmadas, mais lá na rente alguém se sentirá no direito de dar e ensinar o que não ensinamos.
          Isso não quer dizer que as crianças e os adolescentes devem ser espancados. Não. Nós devemos ter limites e fazer tudo o que for possível para não chegar no tapinha, só se for em último caso. E se chegar, devemos explicar por que a criança está apanhando.
          Esse projeto de lei foi criado porque muitos pais só sabem dar surras e até machucam muito as crianças. Essas pessoas sim devem ser investigadas e punidas seriamente.

Vanessa de Oliveira, módulo IVD

EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI

          Recentemente, o presidente da republica, Luis Inácio Lula da Silva, sancionou um projeto de lei que dá fim ao modo de educar através de palmadas, beliscões etc.
          Não é uma lei que deva entrar em vigor, pois é desta forma que estão se formando os jovens de hoje, na grande maioria, rebeldes, desobedientes, mal educados e que não respeitam pai, mãe, avós ou qualquer pessoa que queira ensinar como se tornar um cidadão de bem.
          As palmadas são um ótimo recurso para educação dos nossos filhos, bem como castigos e proibições, desde que não haja exageros. Sou contra qualquer tipo de espancamentos, xingos, gritos ou qualquer outro que vá prejudicar o desenvolvimento da criança. 
          As palmadas têm que começar bem cedo para que a criança cresça entendendo que ela não pode fazer o que bem quer.
          Segundo a rainha dos baixinhos, Xuxa, “não é certo dar palmadas em crianças, devemos educar com conversa e bate papo”. Na certa, ela não fica 24 horas com sua filha, pois tem muito dinheiro e tem quem cuide da menina. Para o rico é fácil seguir essa lei, eles têm recursos. Agora quero ver para o pobre!
          Fico do lado de pessoas como a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, que diz: “acho isso muito perigoso. Hoje podemos ser contra a palmada – eu sou – mas amanhã sabe-se lá o que pode ser transformado em lei?” Em outras palavras, ela se refere a interferência do governo na educação familiar. Acho melhor dar minhas palmadas no meu filho agora quando criança do que depois ele apanhar de verdade da polícia ou morrer nas mãos dos traficantes.
          Quando a mãe ou o pai não faz seus filhos chorarem de pequeno, choram quando os filhos crescem.
          Tenho convicção de que este é um assunto polemico, com certeza deveria ter um plebiscito para saber o que a maioria da população acha a respeito.

Renilson, módulo IV C

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ARTIGOS DE OPINIÃO "Lei Da Palmada" (projeto de lei Nº 2654 /2003)

DAR PALMADAS DEVE SER CRIME?
AUTOR: José Manoel Pires, módulo IV A

          Nos dias atuais, não podemos deixar de discutir sobre esse assunto, pois é muito importante e serve para refletirmos sobre o futuro dos nossos filhos.
          Para ter mais subsídios a respeito, resolvi consultar algumas pessoas como a Dona Francisca, vizinha de muitos anos, que disse-me: “Criei doze filhos. Se fizessem algo errado, apanhavam de vara. Hoje em dia, são todos trabalhadores e homens de bem e sou muito orgulhosa disso.”
          Já meu outro vizinho, Sr Elias, com toda sua calma disse-me: “Tenho 8 filhos. Todos educados e respeitadores. Taí para o senhor ver, nunca precisei dar um tapa neles. Consultei ainda mais pessoas. Uma delas disse-me apenas que umas palmadas não farão mal, pois na hora da raiva a gente não percebe, quando vê já bateu.
          Diante disso, resolvi buscar na minha própria experiência. Lembro que andei levando alguns tapas no “pé d’ouvido” por não querer puxar água do poço. Como fez-me bem esses tapas! Até meu professor Oswaldo, do 3º ano primário, perdeu a paciência comigo, pois apaguei a composição do Dia da Árvore na lousa.
          Foi um grande aprendizado para mim e resolvi seguir a mesma linha com meus filhos. Grande foi também a decepção. Não deu certo. Tive que voltar atrás e mudei para o diálogo, acompanhamento, amor, e o principal: o caminho divino. Não posso dizer que seja a verdade absoluta, mas que nessa minha humilde casa segue dando certo.



DAR PALMADA VIROU CRIME
AUTOR: Edson Lourenço, módulo IV A

          No Brasil, o tapinha visto como educacional não é crime e continua sendo socialmente aceito – desde que ocorrido no âmbito familiar. “Aqui a chamada ‘palmada pedagógica’ não é penalizada do ponto de vista criminal.” Define Paulo Afonso Garrido de Paula, procurador de justiça do estado de São Paulo.
          Os pais querem o controle sobre seus filhos e, algumas palmadas nas horas certas, lhes dá isso. A conversa não funciona com crianças muito pequenas e, esse projeto de lei da deputada Maria do Rosário, só vai criar mais confronto entre pais e filhos.




DAR PALMADA DEVE SER CRIME?
AUTOR: Sueli, módulo IV A
          No passado, as crianças costumavam receber palmadas quando isso se tornava necessário, e hoje não é diferente. Mas tal disciplina não deve ser administrada com ira e ódio, mas com preocupação amorosa, com explicação apropriada às crianças com idade bastante para entender.
          Psicólogos sugerem que os pais empreguem medidas disciplinares alternativas. “Uma surra jamais é bom substituto para a comunicação entre pais e filhos”, sustenta o Dr. Kenneth Kaye, professor de psicologia clínica da Faculdade de Medicina da Universidade NorthWestern.
          Desta forma, pais que tem tais conceitos equilibrados verificam que, ao passo que a disciplina passa a ter efeito, torna-se cada vez menos necessário dar palmadas, evitando que esta se torne um vício violento para se educar um filho.




DAR PALMADA DEVE SER CRIME?
AUTOR:Ednéia Aparecida Pereira Avilla, módulo IV A


          Não. O que deve ser proibido e corrigido são os abusos, não a correção justa.
          Um grande número de pessoas desestruturadas, ao invés de corrigir seus filhos, espanca-os e isso é totalmente impróprio.
          Os pais não podem ter esse direito negado por causa dessas pessoas desequilibradas que usam da violência, achando que estão educando.




ATÉ QUE PONTO PALMADA DEVE SER CRIME?
AUTOR:Mizael D Viana, módulo IV A

          O novo projeto de lei, sancionado pelo presidente Lula não interfere na família que educa seus filhos corretamente.
          Sei que quando criança apanhei bastante, algumas vezes sem merecer. Hoje, como pai de três filhos, não preciso da lei para criá-los, pois os trato com amor e carinho porque a melhor lição é o exemplo que posso dar como pai, como pessoa, como amigo e como cidadão, ensinando para eles o que é certo e o que é errado.
          A lei não foi bem elaborada porque algumas crianças, que já são “pirracentas”, se sentem ainda mais no direito de desobedecer e provocar seus pais e merecem sim umas boas palmadas.